segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MUNDOS


Comigo levo o meu mundo
E, no meu mundo, outros mundos:
Num segundo, tantos mundos
Oriundos desses mundos!

Na pobreza do meu mundo,
De riquezas eu me inundo:
A riqueza desses mundos,
Doutros vasos, eu refundo.

Desses mundos, num segundo,
Novas peças logo eu fundo:
Joia rara neste mundo,
Nos encontros, me refundo.

Nos encontros de tais mundos,
Novos textos eu refundo,
Com nuances, os circundo,
Novas peças aprofundo.

Mundo santo ou mundo imundo...
Mundo! Mundo! Sempre mundo!...
O divino é o mais profundo,
Mundo santo, o melhor mundo.

Da Natureza, em secundo,
As riquezas deste mundo:
Do mundo santo, o profundo,
Primeiramente, este mundo.

Mundo santo ou mundo imundo...
Mundo! Mundo! Sempre mundo!...
Mundo santo, o melhor mundo,
E viemos desse mundo!!!

Esse mundo é pro outros mundos,
Esse mundo é co' outros mais.
Sem tais mundos, não há mundo
Que seja mundo de iguais.

Eu me inundo desse mundo...
De outros mundos, eu me inundo...
Quando me inundo, aprofundo...
O olhar que torna fecundo.

Se quadrado ou se retundo,
Amo! Vivo! Não confundo
A quem vive moribundo
Na incerteza deste mundo.

São Paulo, SP, 12-02-06; modificado: Jacarezinho, PR, 26-10-11.
Autoria: Sérgio Eduardo Possetti

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