Quando caminho a sós, de madrugada,
Sempre encontro, pela rua,
Um cachorro virando um lata na calçada.
Não falta quem lhe atire uma pedrada,
Mas, humilde, continua o seu caminho,
Deixando a lata a tanto custo, por ele, achada.
Tenho pena de ti, cão vagabundo!
Também vivo assim desde menino:
Recebendo pedradas do destino,
Revirando a grande lata que é este mundo.
São Paulo, SP.
Adolpho
Ganhei do amigo esta poesia aos 28-3-06, após ter-lhe dado
a poesia Mundo Cão, que eu acabara de compor. Infelizmente, nunca soube seu nome completo, mas muito bela a sua poesia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário