quinta-feira, 6 de outubro de 2011

VIDA PLENA




Minha vida há de ser plena,
Porque Deus, que é vida plena,
Minha vida há de ser.

É a vida que eu procuro
Tateando no escuro;
É a Deus que eu quero ver.

É a Deus que eu procuro
Pelas sombras, no escuro;
É em Deus que eu quero crer.

Quero crer, pois quero ver
Tudo muito diferente;
Paz em Deus eu quero ter.

Uma paz bem consistente,
De uma busca permanente
Por um mundo bem melhor.

Este mundo não é dado;
Este mundo é conquistado
Com quem vai ao nosso lado.

Este mundo não é dado;
Este mundo se constroi
Mesmo quando a vida doi.

Há uma paz que não constroi:
É a paz alienada,
Ofertada já estragada.

Paz que estraga tanto a gente,
Que sequer a gente sente
Quanto mal ela nos faz.

Paz que pouco ajuda, ou nada,
Muita gente injustiçada,
Fica tudo como está.

Paz que eu quero não é isso:
Paz que eu quero é compromisso,
Paz que eu quero é a paz de Cristo.

Paz que eu quero é solidária;
Abre os olhos, estende as mãos,
Vê a todos como irmãos.

Paz que vê e lava as mãos,
Paz que vê e as mãos retrai,
Não é paz, mas ilusão.

Paz que vê e não se incomoda
Não é paz, quiçá, uma moda,
Pois sempre a paz se incomoda.

A paz que vê e não se importa
É bela aparência e troça,
Porque a paz sempre se importa.

Nossa vida há de ser plena,
Porque paz hemos de ter,
Quando em paz se converter.

São Paulo, SP, 10-2001; revista: Jacarezinho, PR, 06-10-11.
Autoria: Sérgio Eduardo Possetti

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